Um problema pode ser resolvido, mas uma situação ou predicamento não. Desde a Revolução Industrial que cada geração vive com cada vez mais energia (combustíveis fósseis) à sua disposição. Mas no começo dos anos 2000, segundo pesquisas encomendadas pelas maiores empresas do setor, vivemos o pico de produção do petróleo e daqui para frente cada geração terá que viver com cada vez menos energia disponível para viabilizar suas vidas.
O que vivemos não é uma crise energética ou um problema, é uma situação que precisa ser enfrentada. Paradoxalmente, o declínio energético não pode ser resolvido pelas instituições e modo de pensar que se firmaram durante o período de bonanza do petróleo. Soluções centralizadas que impõem de cima para baixo como as pessoas comuns devem agir ou se comportar durante as crises, só são possíveis quando se tem muita energia para implementação e fiscalização.
As possíveis alternativas para enfrentarmos o declínio energético são específicas de cada contexto e, portanto, são de natureza dissidente, local e distribuída. Essa nova forma de viver que garante abundância e segurança com cada vez menos energia requer uma combinação especial de habilidades. Entre elas a alfabetização ecológica e energética, a capacidade de tomar boas decisões em meio a situações complexas, a disciplina para minimizar dependências e vulnerabilidades, o conhecimento para escolher para onde ir (ou como ficar onde está) e como desenvolver a propriedade de forma integral e energeticamente eficiente.
O Programa Êxodo Urbano Urgente foi desenvolvido para apoiar as pessoas que estão dispostas a montar um plano estratégico e realizar sua transição ecológica com a máxima segurança antes que o cenário econômico fique ainda mais caótico. As inscrições para a nova turma estão abertas até essa quarta dia 08 de abril.
Além de receber o livro Meu Caderno de (ida para o) Campo (ainda sendo produzido), essa turma vai ter uma consultoria para revisar os planos estratégicos ao vivo comigo.
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